
Portugal, cuja formação data de Março de 1143 - País de Peixes, vivencia neste ano de 2005 uma Quadratura Partil de Plutão ao Sol. Os títulos dos Jornais, não podem ser mais elucidativos: "Portugal está a arder!". De facto, o número de incêndios que diariamente se multiplica, perante a impotência dos serviços de controlo, tornou-se num inferno ao vivo. Mas, esse inferno é apenas uma imagem dum todo degenerado. A verdade é que o País está arder de todas as formas.
A Economia ressente-se das desastrosas experiências e dos interesses nebulosos. As empresas privadas vêem-se perante ilimitadas dificuldades e as falências e desemprego atingem valores altíssimos. Nas empresas de estado, o quadro é idêntico. A depressão psicológica e a insatisfação colectiva, é manifesta. Portugal ficou reduzido ao pior Estado da Comunidade Europeia.
Os anos que antecederam contribuíram obviamente neste processo degenerativo, pois que à medida que Plutão se aproximava da Quadratura os sinais não deixavam de se evidenciar. O problema de fundo era mais abrangente que os eventuais erros políticos. A questão é que o sistema, tem sido transformado numa manta de retalhos, sem que tenha havido a eficiência e o alcance para o renovar de raiz.
Essa é a grande proposta que Plutão agora faz. Destruir, para construir de novo. Se me perguntassem como é que isso se faz, não saberia responder, sei apenas que independentemente do que vier a suceder, as condições agora serão outras. Por exemplo, não sei julgar - nem é esse o meu papel, o actual governo! Mas, sei que por inerência do processo ele não permanecerá muito além da Quadratura. Esta questão não envolve a qualidade das pessoas, mas sim a desadaptabilidade das mesmas ao momento presente.
É pois de prever que na sequência das próximas presidenciais este governo não subsista. Também é de prever que as dificuldades com que ainda se deparará, não pararão de aumentar até finais deste ano de 2005.
Um quadro astrológico deste tipo, abre um leque interminável de hipóteses que ocorrem por sincronismo e semelhança. Um atentado idêntico ao de Madrid ou de Londres, é perfeitamente expectável - embora que as autoridades digam o contrário. Não tão expectável, mas possível seria qualquer catástrofe de origem natural.
Duma forma ou de outra, o nosso território vai continuar a arder e prometem-se acesas lutas de poder por finais deste ano e início do próximo. De tal modo é a coisa, que se não fossem os mecanismos políticos externos, poderíamos muito bem assistir a um "golpe de estado". Mas, penso que não será o caso. Numa fraseologia muito vernácula, o governo simplesmente "cairá de maduro".
Independentemente do envolvimento emocional que tudo isto produz (e, não nos esqueçamos que Plutão Rege um Signo de Água), é bom levarmos em linha de conta que ele também representa a morte e o renascimento. Mas, olhemos um pouco para a História. Em 1759, pleno reinado de D. José I e do seu primeiro ministro Sebastião de Carvalho e Melo, também se vivia uma Quadratura de Plutão. O País recuperava do esbanjamento económico da corte de D. João V, do terramoto e incêndios que destruíram Lisboa, e nesse mesmo ano de 1759, Carvalho e Melo o futuro Marquês de Pombal, que comandou a política económica portuguesa por 27 anos, expulsou os Jesuítas.
Tal como hoje, Portugal dessa época era um País atrasado em relação às grandes potências europeias. A História repete-se em ciclos. Se olharmos para o tempo de governo de Marquês de Pombal rapidamente nos apercebemos que corresponde a um ciclo completo de Saturno. Por analogia a visão pessimista diria que precisamos de 30 anos para recuperar o País. Mas, o tempo de hoje tem outras características e o importante é reter-se que Saturno corresponde à estrutura e que após uma passagem de Plutão, naquela ou em qualquer outra época, o importante é refazê-la, entendendo-se simbolicamente que a estrutura anterior já não existe ou está desadequada da realidade.
Plutão e Saturno - são o ponto máximo de referência deste início do séc. XXI. Foi na Oposição destes dois Planetas, que ocorreu o 11 de Setembro. Em histórias diferentes, mas estruturalmente semelhantes, Portugal enquadra-se assim no plano geral. Mas, cada País a sua História. Em 1759 ainda não existam os Estados Unidos da América. Existia sim uma Inglaterra que nos dominava desde 1703 pelo Tratado de Methuen.
Repetir erros é sinal de pouca inteligência. Renascer em pleno gozo de soberania e independência é uma necessidade e um direito nacional. EUA (Inglaterra), Espanha e Portugal, ligaram-se pela Cimeira dos Açores. Há quem tenha nisso orgulho, pessoalmente acho que simplesmente foi um risco acrescido e desnecessário para contrapartidas ineficientes. Se Portugal tiver agora um efeito de retorno a origem está nesse tempo e a estratégia diz-nos que há coisas que podem ser feitas numa altura e não noutra.
Marte (comandante de campo de Plutão) fará Conjunção (ou encontro) com ele entre 14 de Setembro de 2005 e 30 de Janeiro de 2006. Para agravada situação no Mapa do actual Retorno de Saturno, Marte encontra-se em 23º 13´ do Signo de Virgem o que significa que sofrerá uma Quadratura de Plutão em 16 de Novembro de 2005. Na melhor das hipóteses estas datas reflectirão a consciência efectiva do estado em que o País se encontra. Se as coisas se agravarem é para termos uma "leitura com legendas".
Depois desta conturbada perspectiva virão as eleições. Dos concorrentes falta ver quem mais identidade tem com o Marquês de Pombal e fica por responder, quem são os Jesuítas que agora irão ser expulsos.
Fernando Albuquerque, 23 de Agosto 2005